Morando mal
Morar em casa é bacana, sempre quis morar em uma. Mas como tudo, tem suas vantagens e desvantagens. Entre as muitas vantagens está o fato de poder fazer seu churrasquinho no fim de semana, ouvir o som um pouco mais alto, lavar o carro, andar pelado, essas coisas. Se bem que eu moro em apartamento e também ando.
O ruim de morar em casa ou naqueles apartamentos do CDHU ou da Cohab, por exemplo, é que você não pode selecionar quem bate na sua porta. Não tem jeito. Se pudesse colocar uma placa na porta do tipo “Vizinho bravo!”, “Somente para vizinhas loiras e seminuas”, ou “Xícara de café, de açúcar, chave de fenda e escada tente no vizinho ao lado”. Mas não tem como.
E quando não são os vizinhos precisando de algum favor na hora errada, são os Testemunhas de Jeová, os amigos da associação dos amigos de alguma classe que sequer existe, mas que sempre está precisando de uma contribuição em dinheiro – assim como eu, e também os vendedores de tudo que é invenção. É o mau de morar num país tão livre – ou de não ter um pit bull faminto à mão.
Outro dia, por exemplo, um sujeito me acordou para falar da “Campanha anual de purificação da água”...
Em primeiro lugar: existe uma “campanha anual de purificação de água”? A Sabesp faz isso todos os dias, há anos, e até hoje não conseguiu muita coisa. Como é que esse sujeito vai conseguir fazer isso uma vez por ano - sim, pois a campanha é anual – e pior, justamente no dia em que eu resolvi dormir até mais tarde?
Pro inferno ele e a campanha dele! Pela pretensão do absurdo até pensei que fosse coisa daquele tal de Al Gore, que quer de todo jeito esfriar o planeta. Mas não. Por incrível que pareça, não era coisa dos yankees. Desta vez era só um maldito vendedor a serviço dos aliados tentando me empurrar um purificador de água Europa goela abaixo...
Optei por deixar minha água suja mesmo. Campanha anual... fechei a porta e voltei pra cama. Um dia ainda mudo pra um condomínio sério ou compro um cachorro monstro.
O ruim de morar em casa ou naqueles apartamentos do CDHU ou da Cohab, por exemplo, é que você não pode selecionar quem bate na sua porta. Não tem jeito. Se pudesse colocar uma placa na porta do tipo “Vizinho bravo!”, “Somente para vizinhas loiras e seminuas”, ou “Xícara de café, de açúcar, chave de fenda e escada tente no vizinho ao lado”. Mas não tem como.
E quando não são os vizinhos precisando de algum favor na hora errada, são os Testemunhas de Jeová, os amigos da associação dos amigos de alguma classe que sequer existe, mas que sempre está precisando de uma contribuição em dinheiro – assim como eu, e também os vendedores de tudo que é invenção. É o mau de morar num país tão livre – ou de não ter um pit bull faminto à mão.
Outro dia, por exemplo, um sujeito me acordou para falar da “Campanha anual de purificação da água”...
Em primeiro lugar: existe uma “campanha anual de purificação de água”? A Sabesp faz isso todos os dias, há anos, e até hoje não conseguiu muita coisa. Como é que esse sujeito vai conseguir fazer isso uma vez por ano - sim, pois a campanha é anual – e pior, justamente no dia em que eu resolvi dormir até mais tarde?
Pro inferno ele e a campanha dele! Pela pretensão do absurdo até pensei que fosse coisa daquele tal de Al Gore, que quer de todo jeito esfriar o planeta. Mas não. Por incrível que pareça, não era coisa dos yankees. Desta vez era só um maldito vendedor a serviço dos aliados tentando me empurrar um purificador de água Europa goela abaixo...
Optei por deixar minha água suja mesmo. Campanha anual... fechei a porta e voltei pra cama. Um dia ainda mudo pra um condomínio sério ou compro um cachorro monstro.

4 Comentários:
Mto do caralho!!! huahuahuahauhauhauha
Eu tinha esse problema em casa, aí a solução foi colocarmos um interfone. Quando tocavam o interfone oferecendo para comprar algo eu dizia que a patroa não estava. Quando queriam ler a palavra do senhor eu dizia que eu não queria escutar e que estava dormindo com o capeta. Com o tempo deu certo!
Finalmente atualizado. Mto bom o texto!!
A tempos eu faço uso de água torneiral e me encontro saúdavel, pelo menos fisicamente, posso dizer sem receio algum ser um cliente satisfeito da Secretaria de Abastecimento Básico do Estado de São Paulo, ainda mais quando soube que a água chega com flúor em minha torneira.
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